O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta (6) que não conseguiu viabilizar a escolha de uma mulher para a vice-presidência de sua chapa por causa da neutralidade adotada por partidos de centro e das campanhas eleitorais já organizadas dentro do PL. O candidato disse que buscou inicialmente uma composição com outro partido para ampliar a presença feminina e fortalecer sua candidatura.
Flávio declarou que a falta de adesão das lideranças partidárias encerrou essa possibilidade. “Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher, quem não veio foram os caciques dos partidos que não vieram aí a critério deles, eu respeito”, afirmou.
MDB, PSDB/Cidadania, PP, União Brasil, Republicanos e Podemos decidiram permanecer neutros na disputa presidencial de 2026. Sem uma aliança nacional com essas siglas, o senador concentrou as conversas sobre a vice entre os quadros do Partido Liberal.
Flávio citou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e as parlamentares Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio como nomes que poderiam integrar a chapa. Ele afirmou, porém, que elas já tinham projetos eleitorais encaminhados para disputar cargos como Senado ou Câmara dos Deputados.
O candidato relatou que o senador Rogério Marinho, coordenador de sua campanha, apresentou Alfredo Gaspar (PL-AL) como alternativa para a vaga. “Foi quando veio aí a possibilidade alternativa trazido pelo nosso coordenador de campanha que é Rogério Marinho do nome de Alfredo Gaspar”, disse Flávio.