A extrema direita brasileira está em êxtase. Há exatos 462 dias, em 10 de junho do ano passado, Alexandre de Moraes interrogava Bolsonaro no processo do golpe.
Nesta terça-feira, o ministro é submetido à condição de juiz sob suspeita, que precisa convencer seus colegas de que não deve ser investigado por possíveis relações espúrias com Daniel Vorcaro.
A sessão começa às 10h e ninguém sabe direito o que irá acontecer, além do rito básico previsto. Edson Fachin lê o relatório sobre o caso e dá seu voto. Logo depois fala Paulo Gonet, o procurador-geral, também em situação complicada pelas mesmas suspeitas de que tem conexões com o mafioso.
Moraes falará logo depois da leitura do relatório de Fachin. E André Mendonça? E Dias Toffoli? E Kassio Nunes Marques. E Luiz Fux? Todos com algum comprometimento em relação ao banqueiro mafioso. Vão falar e votar?
Nunca antes ninguém viu nada igual. O imponderável de Almeida estará hoje no STF, na primeira fileira, ao lado de ex-ministros do Supremo. Dá pena de ver a cara da democracia.