Segundo turno 2026 · Reportagem e análise
De assembleias universitárias a uma Avenida Paulista ocupada por vários quarteirões, estudantes, trabalhadores, movimentos sociais e fãs de artistas construíram uma semana de mobilização. A força está documentada nas ruas, nas imagens e na multiplicação dos atos.
Por Redação · Levantamento de 5 a 11 de outubro de 2026
A resposta veio de baixo para cima. Na primeira semana após o primeiro turno, a esquerda e os apoiadores de Lula ocuparam universidades, organizaram plenárias e levaram manifestações para o centro de grandes cidades. O percurso entre Niterói, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo mostra uma mobilização que ganhou alcance territorial e reuniu diferentes públicos.
Não é preciso transformar entusiasmo em estatística inventada para reconhecer essa força. A Agência Brasil registrou manifestações em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal em 8 de outubro. A UNE informou ter marcado mais de 70 atos pelo país. E, neste domingo, 11, o UOL descreveu sete quarteirões ocupados na Paulista. São evidências diferentes, mas apontam para o mesmo movimento: a campanha passou a ser construída também por quem está fora dos palanques.
Fontes deste registro
13 estados e DF: manifestações registradas em 8/10 pela Agência Brasil.
Mais de 70 atos: agenda anunciada pela UNE, não um total auditado de eventos realizados.
Sete quarteirões: extensão da ocupação da Paulista descrita pelo UOL em 11/10.
Paulista: uma campanha que não coube no palanque
A Marcha pela Democracia de 11 de outubro reuniu uma multidão na Avenida Paulista, com concentração na região do Masp. Lula e Geraldo Alckmin participaram do ato. A mobilização combinou entidades estudantis, movimentos sociais, artistas e grupos que nem sempre aparecem juntos em uma manifestação eleitoral.
A reportagem da Agência Brasil identificou fãs de Lady Gaga, BTS, Beyoncé e Taylor Swift, além de torcidas de futebol e da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. O fim da escala 6x1 esteve entre as reivindicações, segundo a CNN. A eleição entrou na conversa sobre descanso, educação e direitos, não apenas na disputa de nomes.
O UOL relatou a ocupação de sete quarteirões e o protagonismo dos jovens na condução do ato. A campanha estimou mais de um milhão de pessoas, mas não houve aferição independente: a PM não apresentou contagem, e o Monitor do Debate Político da USP não conseguiu realizar sua medição com drones. A imagem de uma Paulista tomada é documentada; “um milhão” permanece uma estimativa da campanha.
Fontes deste registro
- UOL, extensão e estimativa de público
- CNN, participantes e pauta 6x1
- Agência Brasil, presença de Lula e diversidade dos grupos
Registro da TVT no início da manifestação de 11/10. Abrir a publicação original no Instagram.
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Niterói e Rio: dos campi ao centro da cidade
Niterói, 5 de outubro
A sequência teve um de seus primeiros registros na UFF. Na noite de 5 de outubro, estudantes partiram do campus do Gragoatá e percorreram ruas do Ingá e de Icaraí. O Dia documentou a manifestação e o acompanhamento por agentes de trânsito e policiais. Não apresentou uma contagem de participantes.
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Niterói, nova caminhada em 6 de outubro
O Diário Carioca relatou que os estudantes voltaram às ruas no dia seguinte, sob chuva, e chegaram à Praça Arariboia, diante da estação das Barcas. É uma segunda atividade, distinta do percurso de 5/10.
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Rio de Janeiro, 7 de outubro
Dois dias depois, milhares de estudantes e trabalhadores caminharam da Candelária à Cinelândia pela Avenida Rio Branco. Educação pública, democracia e fim da escala 6x1 apareceram entre as pautas. A Agência Brasil registrou a participação de universitários e secundaristas.
O vídeo publicado por Livres & Iguais BR e pelo Instituto Contra Discriminação documenta a caminhada e menciona a presença de diferentes instituições de ensino. É um retrato de convergência: pessoas organizadas em espaços distintos encontraram uma pauta comum na rua. Não há número exato de público nas fontes utilizadas aqui.
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Rio de Janeiro, 7/10. Abrir vídeo e legenda originais.
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Curitiba: estudantes, trabalhadores e uma multidão no centro
Em 8 de outubro, manifestantes se concentraram na Praça Santos Andrade e caminharam até a Boca Maldita, passando pela região da Marechal Deodoro. O Plural registrou milhares de pessoas e a participação de estudantes, sindicatos e movimentos sociais.
A União Paranaense dos Estudantes publicou fotos e afirmou que mais de 50 mil estudantes estavam nas ruas. A estimativa também circulou na cobertura local. Ela deve ser atribuída à entidade, não tratada como uma medição independente.
O que os registros permitem afirmar, sem depender de um número fechado, é que a manifestação alcançou o espaço público para além da universidade. Curitiba entrou na sequência nacional com uma caminhada, não apenas com uma convocação digital.
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Publicação da UPE e entidades parceiras. O número mencionado na legenda é uma estimativa da organização. Abrir carrossel original.
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Uberlândia: a mobilização também atravessou o interior
Na noite de 8 de outubro, uma caminhada saiu da região da UFU, percorreu a Avenida João Naves de Ávila e seguiu em direção ao Center Shopping. O Diário de Uberlândia registrou a participação de entidades universitárias, sindicatos e coletivos.
Os organizadores estimaram 50 mil participantes. A reportagem atribui o número à organização; não há contagem independente localizada neste levantamento. O ato ajuda a mostrar que a articulação não ficou restrita às capitais.
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- Diário de Uberlândia, reportagem de 9/10 sobre a caminhada do dia 8
- Registro em vídeo indicado na reportagem
Distrito Federal: organização, universidade e Ceilândia
Brasília, plenária de 6 de outubro
A Mídia NINJA publicou fotos e vídeo de uma plenária de organização do segundo turno. O encontro reuniu militantes e lideranças como Fábio Félix, Max Maciel, Keka Bagno e Erika Kokay. A legenda destaca a preparação de ações nas regiões administrativas do DF. Não fornece contagem de público.
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Organização de campanha no DF, em 6/10. Abrir publicação original.
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Brasília, UnB, 8 de outubro
O ato na Universidade de Brasília reuniu universitários e pessoas da comunidade, incluindo estudantes secundaristas. A Agência Brasil ouviu uma integrante do centro acadêmico de Direito e registrou a defesa dos direitos humanos e da universidade pública.
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Ceilândia, 9 de outubro
Lula participou de uma caminhada na região da Feira de Ceilândia ao lado de Leandro Grass, candidato ao governo do DF. Foi seu primeiro ato de rua do segundo turno, segundo o Poder360. Isso não significa que as mobilizações de apoiadores começaram naquele dia: os registros de estudantes e de plenárias são anteriores.
A TV Cultura publicou vídeo da passagem do presidente pelo centro da região administrativa. As imagens e a cobertura registram uma multidão de apoiadores, mas não oferecem uma contagem independente.
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- Poder360, fotos e cronologia
- Jornalismo TV Cultura, vídeo de Ceilândia
- Agência Brasil, cobertura do ato
Registro jornalístico da TV Cultura. Abrir vídeo original.
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Nordeste: Salvador, Recife, Natal e os atos estudantis
Salvador, 7 de outubro
Estudantes saíram da Faculdade de Educação da UFBA e percorreram a região do Canela, da Graça e da Vitória, chegando ao Porto da Barra. A Agência de Notícias das Favelas registrou o ato e a articulação do movimento estudantil. Não publicou uma estimativa numérica de participantes.
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Recife, plenária de 9 de outubro
A ANF relatou a plenária “Bora de Virada Pernambuco com Lula”, no bairro de Santo Amaro. O nome da atividade indica apoio à candidatura, não comprova presença pessoal do presidente. A mesma cobertura registrou a preparação de ações estudantis e de uma caminhada para o domingo.
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Recife, caminhada de 11 de outubro
A cobertura posterior do Diario de Pernambuco confirmou o ato deste domingo: milhares de pessoas saíram do Parque 13 de Maio, às 14h, e seguiram ao Marco Zero. Humberto Costa, Tereza Leitão, João Paulo e Luciana Santos estiveram presentes. A reportagem oferece fotografias do percurso, sem uma contagem numérica fechada.
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Natal, 10 de outubro
No sábado, Lula participou de um comício no Alecrim, no cruzamento das ruas Baraúna e Coronel Estevam. A Agência Brasil descreveu o local como lotado. Estavam presentes a governadora Fátima Bezerra, Cadu de Lula e aliados de outros estados do Nordeste.
O ato reuniu a agenda presidencial e a disputa estadual, com a educação e os investimentos na região entre os temas do discurso. Não há número de público aferido nas fontes consultadas. A fotografia abaixo é do evento de 10 de outubro, não de uma campanha anterior.
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A capilaridade: outros registros, cidade por cidade
Marchas grandes chamam a atenção, mas assembleias, encontros e ações menores também compõem a organização de uma campanha. Os registros abaixo têm naturezas diferentes e não devem ser contados como se fossem todos passeatas de igual tamanho.
Belém, PA, 5/10
Assembleia relatada O Só Notícia Boa informou uma assembleia na UEPA com mais de 250 estudantes. É um número relatado pela reportagem, sem auditoria independente.
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Campinas, SP, 6/10 e atividades da semana
Assembleia confirmada pela entidade A ADunicamp informou que a assembleia docente de 6/10 aprovou apoio a Lula. Uma cobertura posterior relatou mobilização na Unicamp, incluindo assembleia estudantil e distribuição de flores, sem balanço individual de cada ação.
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Campinas, SP, 11/10: Largo do Rosário e centro
Realizado, cobertura posterior localizada O Diário Campineiro registrou milhares de apoiadores no Largo do Rosário e uma passeata pelo centro. A concentração começou às 10h; a caminhada passou pela região da Moraes Salles, Irmã Serafina e Anchieta. Não houve número fechado de público na reportagem.
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Porto Alegre, RS, 7/10
Plenária relatada A coluna de Tatiana Farah no UOL descreveu a Plenária Aberta do Lula, com alguns milhares de pessoas. Não apresentou contagem fechada.
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São Paulo, SP, 8/10: Cásper Líbero
Realizado Concentração estudantil identificada na cobertura nacional. Sem contagem de público.
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São Paulo, SP, 8/10: Mackenzie
Realizado Assembleia seguida de manifestação de rua, documentada pela UNE e pela imprensa. Sem contagem de público.
Fontes deste registro
Mackenzie, São Paulo. Abrir vídeo publicado pela UNE.
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São Paulo, SP, 8/10: Praça Roosevelt
Realizado Concentração de apoiadores registrada separadamente das atividades nas faculdades.
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São Leopoldo, RS, registro de 8/10
Registro divulgado Estudantes da Unisinos aparecem em mobilização publicada na quinta-feira. Sem número de participantes.
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Poços de Caldas, MG, 8/10
Registro em vídeo Concentração estudantil identificada na compilação nacional.
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João Pessoa, PB, registro publicado até 9/10
Registro em vídeo Imagens mostram estudantes da UFPB em via pública. A fonte não individualiza a data dessa filmagem.
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Manaus, AM, 8/10
Passeata relatada Comunidade da UFAM marchou pelas avenidas Rodrigo Otávio e Beira Rio.
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Palmas, TO, 8/10
Realizado Ato na UFT registrado pela Agência Brasil, que ouviu um participante.
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São Cristóvão, SE, 8/10
Realizado e interrompido Ato diante da UFS foi interrompido após relatos de um homem armado. O SBT News informou, citando a SSP, a identificação de um sargento, o recolhimento da arma e a apuração policial. Não se apresenta o caso como condenação criminal.
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Belo Horizonte, MG, registro de 9/10
Realizado segundo a CNN Mobilização na UFMG. A notícia posterior distingue esse registro das convocações ainda anunciadas.
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Ouro Preto, MG, registro de 9/10
Realizado segundo a CNN Mobilização na UFOP, sem contagem de público.
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Ponta Grossa, PR, registro de 9/10
Realizado segundo a CNN Atividade na UEPG, sem balanço numérico.
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Rio Grande, RS, registro de 9/10
Realizado segundo a CNN Mobilização na FURG.
Fontes deste registro
São Paulo, SP, registros de 9/10: FMU e UNIP
Realizados segundo a CNN A cobertura nomeia duas instituições, mas não individualiza os campi ou o público. São dois registros institucionais, não uma única passeata comprovada.
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São Paulo, SP, assembleia na USP
Registro divulgado até 9/10 A reportagem identifica uma assembleia, sem individualizar sua data.
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Goiânia, GO, 7/10
Realizado Estudantes e movimentos sociais caminharam da Praça Universitária à Praça Cívica. A TV Serra Dourada registrou as pautas de democracia, educação e fim da escala 6x1. A estimativa pessoal de cerca de 4 mil feita pelo sindicalista Igor Dias não é contagem oficial ou independente.
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Campina Grande, PB, 7/10: UEPB
Realizado A comunidade estudantil percorreu áreas do campus com cartazes, defesa da educação e apoio à reeleição de Lula. Sem estimativa de público.
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Teresina, PI, 8/10
Realizado Estudantes da UFPI participaram de mobilização em defesa da educação, da ciência e das políticas de permanência. A ADUFPI havia convocado um ato no Pórtico da universidade.
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Floriano, PI, 8/10
Realizado segundo a reportagem O Piauí Hoje registrou manifestação em Floriano, além da capital, com participação da comunidade acadêmica. Não informa contagem de público.
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Londrina, PR, 8/10: ato pela democracia na UEL
Realizado, sem vinculação formal à campanha O Bonde registrou centenas de participantes, entre estudantes, sindicatos, MST e PT. Germano Almeida, um dos organizadores, afirmou que o ato era pela democracia, não do PT ou de Lula. Essa distinção precisa ser preservada: convergência de pautas não equivale a adesão eleitoral de todos os presentes.
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Parintins, AM, 6/10
Atividade relatada O Diário Carioca identificou mobilização da UFAM em Parintins, sem detalhar público ou trajeto.
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Medianeira, PR, registro divulgado até 11/10
Registro dos organizadores A UPE publicou um carrossel sobre a mobilização estudantil na cidade, marcando o DCE da UTFPR de Medianeira. A legenda apoia Lula; não individualiza a data do ato nem fornece contagem.
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Medianeira, interior do Paraná. Abrir carrossel original da UPE.
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Outros registros universitários que não podem ser apagados
O balanço do Diário Carioca identifica atividades em 6/10 na Unirio, na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, na UEFS, na UFRB, na UFSB e na UEM; em 7/10, na UFRGS, UFPA, UFPR, UTFPR de Curitiba e Unicentro. A matéria também relata manifestação na UFPE e entorno. São registros institucionais, sem individualização completa de todos os campi, públicos e horários. Não foram convertidos em cidades ou atos adicionais com localização presumida.
Fontes deste registro
Compilação de registros de diferentes cidades e dias. Não representa um único evento simultâneo. Abrir publicação do Só Notícia Boa; consultar a identificação dos locais na reportagem.
Fontes do registro visual
Convocações localizadas: o que não pode ser apresentado como ato concluído
Uma agenda publicada prova a convocação, mas não comprova, sozinha, que a atividade aconteceu. Os eventos abaixo estavam anunciados nas fontes consultadas. Não foi localizado um balanço posterior individual para cada um.
Fontes e registros das convocações
- 9/10, Maranhão, UEMA: convocação estudantil. A CNN não individualiza o campus ou a cidade. Fonte.
- 9/10, Belo Jardim, PE: atividade na unidade acadêmica da UFRPE. Fonte.
- 9/10, Amapá, UNIFAP: convocação, sem campus individualizado na CNN. Fonte.
- 9/10, São Mateus, ES: atividade no campus da UFES. Fonte.
- Bragança e Soure, PA: atividades convocadas, sem data individual informada na reportagem. Fonte.
- 8/10, Campinas, 16h: “Flores pela Democracia” no CECOM. Agenda da ADunicamp.
- 8/10, Campinas, 17h30: assembleia do DCE no Ciclo Básico. Agenda da ADunicamp.
- 8/10, Campinas, 18h30: plenária no Sindicato dos Metalúrgicos, Rua Dr. Quirino, 560. Agenda da ADunicamp.
- 9/10, Campinas, 6h: “Flores pela Democracia” no CAISM e no Hospital de Clínicas. Agenda da ADunicamp.
- 8/10, Petrolina, PE, 18h: ato anunciado por estudantes da Univasf, com movimentos sociais e organizações sindicais. Fonte: Diário Carioca, agenda.
As menções à Unicamp na cobertura posterior corroboram mobilização na universidade, mas não permitem carimbar toda a programação como executada. Campinas e Recife em 11/10 já têm cobertura posterior localizada e foram incorporadas ao balanço de atos realizados acima.
Para 15, 18 e 20 de outubro, a ADunicamp também divulgou propostas de mobilização educacional. Elas ficam fora do balanço de 5 a 11/10 e não são tratadas como acontecimentos consumados.
Os números de público, com suas fontes à vista
Fontes da comparação de público
- Paulista, 11/10: Mais de 1 milhão; sete quarteirões ocupados. O milhão é estimativa da campanha. Os quarteirões foram descritos pelo UOL. Sem contagem independente.
- Curitiba, 8/10: Mais de 50 mil, segundo a UPE. Estimativa dos organizadores, não aferição independente.
- Uberlândia, 8/10: 50 mil, segundo organizadores. Declaração reproduzida pelo Diário de Uberlândia.
- Rio, 7/10: Milhares. Descrição jornalística, sem número fechado.
- Porto Alegre, 7/10: Alguns milhares. Descrição na coluna do UOL.
- Belém, 5/10: Mais de 250. Assembleia relatada pelo Só Notícia Boa, não contagem de passeata.
- Natal, 10/10: Comício lotado. Agência Brasil, sem quantificação.
- Recife, 11/10: Milhares. Diario de Pernambuco, descrição jornalística.
- Campinas, 11/10: Milhares. Diário Campineiro, descrição jornalística.
- Goiânia, 7/10: Cerca de 4 mil. Estimativa pessoal de um sindicalista, atribuída pela TV Serra Dourada, não contagem oficial.
Não se somam esses números para anunciar um público nacional: as metodologias não são equivalentes e não identificam pessoas únicas.
A força está na convergência, não apenas na fotografia da multidão
A esquerda mobilizada nesta semana colocou temas concretos no centro da campanha. Educação pública, descanso, direitos sociais e democracia apareceram repetidamente nas manifestações. Quando estudantes deixam o campus, trabalhadores entram na marcha e grupos de fãs ajudam a convocar, a disputa política passa a circular em redes de convivência que vão além da estrutura partidária.
A presença dos fandoms e de torcidas na Paulista exemplifica essa ampliação de públicos. Ela não autoriza chamar todo participante de militante de esquerda, nem concluir que cada pessoa na rua mudou de voto. Mostra, porém, uma frente de apoio a Lula com diferentes formas de organização.
Nas redes, o Instituto Democracia em Xeque identificou cerca de 383 mil publicações e 8,2 milhões de interações relacionadas às manifestações entre 5 e 8 de outubro. O relatório descreve o crescimento da repercussão após os primeiros atos. São métricas do monitoramento, não pessoas únicas, votos ou uma pesquisa de intenção eleitoral.
Fontes deste registro
A força dessa semana não precisa de um placar eleitoral inventado. Ela está na organização que se espalhou, na rua ocupada e nas pautas sociais colocadas em voz alta.
Esse é o crescimento documentado: mais lugares na sequência de mobilizações, atividades de formatos diferentes e uma presença pública que ganhou escala. Uma vitória eleitoral ou uma alteração mensurável na intenção de voto exigem outras evidências. A rua não substitui a urna. Mas tampouco pode ser apagada do relato sobre a campanha.
Alcance e método do levantamento
Esta matéria reúne os atos e atividades individualizados na pesquisa enviada à redação e nas fontes complementares consultadas até 11/10/2026. Não é um censo de todos os eventos do país ou dos mais de 70 atos anunciados pela UNE.
Há ainda referências a Santos e a manifestações em Mato Grosso do Sul e Ceará, sem localização e data suficientemente individualizadas. Elas não foram convertidas em eventos específicos. A revisão encontrou fontes locais para Teresina e Floriano, agora identificadas. Maranhão e Amapá aparecem tanto no balanço estadual de 8/10 quanto em convocações institucionais de 9/10; uma menção não comprova automaticamente a outra.
Fontes de alcance nacional: UOL, articulação descentralizada; Agência Brasil, estados alcançados; CNN, convocações e registros posteriores.
“Realizado” significa que foi localizado relato posterior ou registro da atividade. “Convocado” indica apenas anúncio. Fontes dos organizadores comprovam suas declarações, mas não equivalem a contagens independentes.
Fotografias reais dos eventos, sem recorte e sem alteração da cena. As duas versões redimensionadas de Ricardo Stuckert/Lula Oficial são disponibilizadas sob CC BY-SA 4.0, assim como os originais.
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